Idade, pensando positivamente,
significa a experiência adquirida e todos os alimentos que o cérebro vai
consumindo conforme o tempo passa. A partir do nascimento todos têm uma idade,
mas ela é cada vez mais valiosa com o passar do(s) tempo(s). O mais novo tem
mais juventude, mais força, menos cabeça, menos pensamentos, menos intuição,
menos paciência, menos compreensão e menos entendimento. O mais velho não tem
mais juventude e nem mais força – o resto ele tem de sobra para dar, pois ele prefere
distribuir gratuitamente do que vender e não fazer o efeito desejado.
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Há
poucos dias, a ciência em geral, e o campo da biologia evolutiva em particular,
foram sacudidos com a constatação de que envelhecer e morrer não é uma lei
da natureza.
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O
que se descobriu é que nem todas as espécies enfraquecem e se tornam mais
propensas a morrer à medida que envelhecem - há mesmo animais que são
essencialmente imortais.
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Uma
dupla de pesquisadores austríacos parecia que já estava intuindo isso e
sentindo a necessidade de repensar a forma como o envelhecimento humano é
abordado.
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Para
isso, eles idealizaram um conjunto de ferramentas que, segundo eles, permite
"medir a idade em todas as suas dimensões".
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É cada vez maior a necessidade de repensar a forma como
o envelhecimento humano é abordado. - Imagem Lewis
Hine Wikimedia
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Idade não
diz
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Até
agora, os estudos sobre o envelhecimento populacional têm utilizado apenas uma
característica das pessoas - sua idade cronológica.
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Os
demógrafos falam rotineiramente sobre o envelhecimento da população e seu impacto
sobre a renda das famílias, os níveis de emprego e as questões de
aposentadoria, tudo com base unicamente na idade cronológica.
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Os
dois pesquisadores estão propondo uma técnica para medir o envelhecimento com
base não na idade, mas nas características que mudam com a idade, incluindo a
expectativa de vida, a saúde, a função cognitiva e outras.
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"A
sua verdadeira idade não é apenas o número de anos que você viveu,"
defende Scherbov. "Ela também inclui características tais como a saúde, a
função cognitiva e as taxas de incapacidade."
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Ocorre
que, à medida que a longevidade da população aumenta, uma mesma idade não se
correlaciona com o mesmo nível de saúde e outras características individuais.
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"Nós
costumamos considerar as pessoas como idosas aos 65 anos de idade," disse
Scherbov. "Hoje, alguém que tem 65 anos pode ser mais parecido como alguém
que tinha 55 há 40 ou 50 anos em termos de muitos aspectos importantes de suas
vidas."
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Os
dois pesquisadores defendem que as recomendações políticas com relação ao
envelhecimento diferem dependendo exatamente de quais características das
pessoas são medidas: "Para diferentes objetivos precisamos de medidas
diferentes. O envelhecimento é multidimensional."
Fonte: Diário da
Saúde - paulorobson.com
► Claudio Cursini – ccursini@gmail.com – 13-3013.7396 – 99101.2332 ◄
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